A poesia febril do anarquista zen“Não é a geografia, não é a arquitetura, não são os heróis…, muito menos a crônica de costumes ou as imagens criadas pela fantasia dos poetas: o que define uma cidade é a história de ... |
Ruffato encerra o seu ciclo do proletariadoPublicado, em 2001, o “romance” Eles eram muitos cavalos, encontrei-me num impasse: havia proposto uma reflexão sobre o “agora”, mas talvez necessitasse compreender antes “como ... |
O cronista que escanteou para longe o romancistaUma das preocupações do Pernambuco é sempre trazer bons cronistas a cada mês. Num tempo em que informações são pulverizadas na internet, a voz pessoal, o tom “ao pé do ... |
Lugares, talvez um fim para contarDessas coisas que não se notam, remendos nas cidades. Incorporados até o próximo remendo. Sempre. Sentei. Precisava. Mas na ponta. Inobtrusiva, quis. Invisível, me esforcei. Todos os poucos ... |
Daqueles que dão para doisEla sobe a Ébano, eu desço. Calculo: vai cruzar comigo em dez segundos, na esquina da Biblioteca Pública, entre a banca de revistas e o carrinho de pipoca. Tem seus 40 anos, é alta e não parece bonita, mas o dia está nublado, houve chuva ... |
Todo mundo procura tudo o tempo inteiroEstamos de volta ao local do crime, ao momento em que o escritor chileno Roberto Bolaño revelou que seu desejo maior não era a escrita, mas a investigação policial. Que ... |
Após Flaubert, o narrador não foi mais aqueleQuando se fala em Flaubert, é certo que Madame Bovary será o livro imediatamente citado. Quase nunca a referência é A educação sentimental, um romance extremamente bem escrito, com duas redações distintas, e que conta ... |
Ana Guadalupetorta após a agonia vem o alívioem camadas bem dispostas:cadáveres, desníveis ah, se as coisas palpáveismarcassem encontroscom as coisas possíveis sem querer elisa sem querer elisatropeça no tapetea caminho ... |
O sonhador intransigente ainda ecoaA evidência indica que muitas páginas já foram escritas sobre Antônio Vieira. Depois das comemorações pelos 400 anos da sua ... |
Alexandre Severo“A fotografia é um exercício de memória por excelência. Em cada fotografia há uma espécie de interrupção do tempo e é nesse descompasso entre reconhecimento e lembrança que vou documentando ... |