Para os espíritas não existe sobrenaturalPor volta dos 14 anos, Frederico Menezes começou a perceber fenômenos estranhos. Quando sua família, de tradição espírita, o levava para os centros, ele sentia um cheiro incomum e, ao perguntar se mais alguém o estava sentindo, a resposta era ne... |
A rebelião das massas à altura do nosso tempoTradução: Eduardo Cesar Maia Para Ortega y Gasset, o homem-massa proclama o direito à vulgaridade Alguns anos atrás, quando ainda éramos pós-modernos, a leitura de A rebelião das massas não opunha muita resistência à ... |
Marcelo Camargo“Na ausência do chefe, Rafael, o cozinheiro de um restaurante novaiorquino, posa para o ensaio “I AM NY”, que trata dos trabalhadores imigrantes que sustentam a economia da ... |
Estranho e belo país sob o olhar de um estreanteEdney Silvestre escreve simples, embora sofisticado, para fazer uma longa reflexão sobre o Brasil, a partir de um crime comum, mas cheio de surpresas e expectativas. Escrever com simplicidade, embora escondendo ... |
Adelaide IvanovaSobre o que não quis fotografar “Bem que eu queria interagir mais, me envolver mais, mas o que eu gosto mesmo é de ficar olhando para elas”. Essa frase bem que podia ser minha, mas é Annie Leibovitz falando sobre as fotos que não faz de suas filhas. Eu vi a exposição retrospectiva dela, em... |
No reino das palavrasA palavra escrita seduz Ruy Castro. Ele deixa-se seduzir há muito tempo. Deste balé harmônico — executado com perfeição entre a literatura e o jornalismo — nasceram biografias como O anjo pornográfico (sobre Nelson Rodrigues), Estrela solitária (Garrincha) e Carmen (Carmen Miranda), livros de ficção (Bilac vê estrelas e Era no tempo do rei), ensaios, reportagens e crônicas. A sedução lenta e duradoura construiu uma sólida paixão, escancarada em O leitor apaixonado, recentemente lançado pela Companhia das Letras, cuja organização é de Heloisa Seixas. É uma coletânea de textos publicados na imprensa brasileira desde a estréia de Ruy Castro como jornalista no final da década de 1960. ... |
A difícil arte de apreender o contemporâneoProfessor da PUC-Rio tenta mapear as atuais tendências da literatura brasileira. A ousada iniciativa do crítico literário e professor da PUC-Rio Karl Erik Schøllhammer, em seu Ficção brasileira contemporânea, ainda que adotando uma abordagem nem sempre aprofundada das obras e dos ... |
Ficção de qualidade dança e cantaÉ a força dos mínimos recursos internos que tornam a literatura mais rica Talvez o fato de ser músico, de conhecer a intimidade de uma partitura, os mistérios de um instrumento, tenha levado James Joyce a se preocupar desde muito cedo com o ritmo e o ... |
“O livro digital não é prioridade na Cosac Naify”Para encerrar nossa série de entrevistas com editores, uma conversa com o diretor editorial da Cosac Naify, que explica o funcionamento dos livros-fetiche da editora. Para começar essa história, façamos um teste: entre em uma livraria ... |
As boates fecharam e nós crescemosAs lembranças de quando o romance Christiane F. incitava fantasias noturnas Christiane F. me faz lembrar o começo da adolescência. Quando sexo era só para as meninas “mais velhas” ou “malfaladas” e Keep Cooler era a “bebida alcóolica” ... |
Mangaba é para quem já esteve láUma mulher foi vista em público chupando mangabas. Dizem que em avenida de grande circulação. Não trazia xale sobre os ombros. O corpo cobria com tecidos sóbrios. Não gostava de estampas. Conservava a elegância limítrofe dos que pouco ... |